15 setembro 2006

Deu-me na tola!

Apeteceu-me!
Não digam que nunca vos aconteceu.
Ter um ataque daquelas ideias malucas, das quais não nos arrependemos, mas com as quais ficamos seriamente preocupados com a nossa saúde mental.

Esta foi uma delas!
Agarrar notas soltas que brotam destes poucos neurónios, agarrá-las e prendê-las a um Blog!
Pensamentos despreocupados e inocentes que são enclausurados e expostos ao mundo como se de tivessem feito mal a alguém.
Agora está feito!
Vamos ver se, feito o anúncio, esses devaneios da mente, ainda têm vontade de continuar por aqui aos pulos com a mesma força bruta com que me assolam o espírito.

3 Anotações:

Yosemite Sam anotou...

Ah! É verdade!
Coisa gira, quem quiser pode prender as suas notas soltas às minhas notas soltas que entretanto foram presas.
Claro que essas notas terão de ser de qualidade superior, para que as notas que eu prendi não se sintam ainda pior do que já se sentem por terem sido presas. Eu só as quero segurar para não me fugirem todas, não pretendo torturá-las.

Anónimo anotou...

Aparentemente, está a dar qualquer coisa ao rapaz... Não temos ainda a certeza se bom se mau... O tempo dirá (isto se macabramente não lhe restar pouco tempo porque é mesmo coisa má ;) ).
Mas até escreve bem, quando não está fatigado e o teclado se desvia dele (sempre para a direita, por sinal).
Posso até partilhar uma ideia contigo (tenha a complacência de permitir a discordância salutar) e com todos os outros "freudianamente frustrados" que vierem ler este blog e ainda por cima esta post: não julgo possível ser a análise semi-inconsciente dos objectivos semi-obscuros dos "blogistas" em semi-expandir as suas semi-desiluções ou semi-aventuranças que semi-afastou o nosso caro amigo tanto tempo do teclado semi-fluido que escorre dos seus dedos, mas antes o receio que outros lhe "prendessem notas" classificativas e demeretivas do seu enorme valor que nunca se esgotará num blog... Deixo enfim para uma "semi-" reflexão! Abraço

Anónimo anotou...

Notas soltas, à primeira vista poderiam ser aqueles papelinhos rectangulares amarelos cujo contexto nunca foi escrito, muitas vezes sem data, de letra quase irreconhecível, que perdendo a cola se podem perder no tempo, perdendo o sentido.

Não, estas notas soltas presas prometem ser mais do que isso. Para mim o pouco que está escrito é já revelador de um talento que eu confesso desconhecia.

Poderá um blog ser uma forma válvula de escape emocional de pensamentos?
Reduzidos a escrito, os pensamentos são inevitávelmente transformados e o resultado é mais racional e portanto menos emocional. Se somos o que pensamos (e somos), se passamos tanto tempo a falar em silêncio (e passamos), escrever pensamentos é portanto saudável.

Com a partilha desta nota assumo a leitura do post e notas (comentários) precedentes. Quando me ocorrer cá voltarei para ver o estado da arte e talvez assumir o risco e a responsabilidade de deixar uma outra nota.

Um abraço.